Há momentos na vida que você se sente invencível, que não precisa de nada, um verdadeiro super-homem. Nessa fase, habitualmente, agimos como se o mundo girasse ao nosso redor.... atitudes comumente comuns na adolescência, mas há pessoas que prorrogam um pouquinho ou que nunca deixam de agir assim.
Claro que a minha adolescência passou faz tempo e nunca me achei arrogante com as outras pessoas, mas sempre me senti muito “dono de si”. Sempre tive dificuldades em pedir ajuda porque achava que me estava “rebaixando”, quanta ignorância! Então, a vida começa a criar novas situações... será que é alguma intervenção divina?
Ao saber que seria pai, eu iniciei o processo de mudança. Comecei a pensar sobre as dificuldades que criava com o meu temperamento e, inclusive, me espelhava na vida do meu pai e avô paterno (duas pessoas, digamos: teimosas). Inúmeras vezes fui comparado a eles e achava exagero, sobretudo, quando as críticas partiam da minha mãe.
Logo no início, como já foi relato nesse blog, eu soube da possibilidade do meu filho ter alguma alteração genética. Então, a luz “acendeu”, pensei que precisaria mudar para ajudar o meu filho, com isso comecei a ver que não poderia resolver tudo sozinho. Quanto mais eu lia sobre síndrome de Down, mas eu aprendia sobre a minha intolerância. Assim, comecei a procurar ajuda, a ler depoimentos de outros pais e contei muito com o colo da minha mãe.
Emanuel ao nascer me possibilitou evoluir um pouco mais, eu já olho as pessoas de outra forma; óbvio que ainda preciso melhorar bastante, mas não me considero mais o super-homem de outrora; apenas desejo ser o super-homem do meu querido e amado filho.
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